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meio ambiente

Manejo de abelhas nativas promove conscientização ambiental

O objetivo do projeto é estimular a meliponicultura, que é a criação racional e manejo de abelhas nativas sem ferrão, para produção sustentável de mel, própolis e polinização.


Ascom UEMASUL

As ações promovem a educação ambiental e a conservação de abelhas nativas como um elo catalisador entre as crianças e o meio ambiente. Foto: equipe do projeto.

 

O projeto de extensão “Abelhas nativas e educação ambiental: o elo entre a criança e a natureza”, desenvolvido pelos cursos de Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica do Centro de Ciências Agrárias (CCA), contempla o eixo temático da Política Nacional de Extensão Universitária. Duas acadêmicas, uma bolsista e uma voluntária realizam as atividades, orientadas pela professora Cristiane Matos da Silva, na Unidade Integrada Francisco Pereira Primo, no município de Porto Franco.

“O projeto surgiu como um desafio. A Mariele, que é aluna da Medicina Veterinária me procurou em busca uma oportunidade de bolsa de extensão. Como eu nunca havia orientado nenhum aluno da veterinária, tive a ideia de elaborar um projeto de extensão com abelhas nativas. O objetivo maior é apresentar à comunidade escolar a abelha nativa, desmistificar que todas as abelhas têm ferrão e são perigosas e mostrar a importância delas para a manutenção do ecossistema, produção de alimentos, entre outras funções. A ideia também é conscientizar as crianças na preservação dessa espécie que é muito importante para o meio ambiente”, explicou a professora Cristiane.

As abelhas nativas sem ferrão, conhecidas como “abelhas indígenas” são mais do que simples polinizadoras, elas são patrimônio natural e cultural, representando um elo vivo com a floresta. As espécies enfrentam ameaças constantes, como o desmatamento, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a falta de conhecimento sobre sua importância, o que coloca em risco não apenas as próprias abelhas, mas toda a cadeia produtiva e a biodiversidade local.

O objetivo do projeto é estimular a meliponicultura, que é a criação racional e manejo de abelhas nativas sem ferrão, para produção sustentável de mel, própolis e polinização. É uma atividade ecológica e econômica, ideal para áreas urbanas e rurais, que valoriza espécies nativas como Jataí, Mandaçaia e Uruçu. As ações irão promover a educação ambiental e a conservação de abelhas nativas como um elo catalisador entre as crianças e o meio ambiente. As abelhas nativas funcionam como ferramentas pedagógicas de excepcional valor, permitindo uma aproximação segura pelo público infantil.

As abelhas nativas sem ferrão, conhecidas como “abelhas indígenas” são mais do que simples polinizadoras, elas são patrimônio natural e cultural, representando um elo vivo com a floresta. Fotos: equipe do projeto.

A acadêmica bolsista do último período do curso de Medicina Veterinária, Mariele Gomes Cardoso, falou sobre a importância de participar do projeto. “Para minha vida acadêmica, é muito importante estar no projeto, porque me trouxe novas perspectivas em relação ao meu futuro como profissional, mostrando a importância do médico veterinário estar inserido em toda a cadeia produtiva do mel, inclusive atuando na sanidade das abelhas”.

O meliponário, que é o local projetado para a criação e manejo de abelhas nativas será demonstrado por meio de vídeos, cartazes e imagens, ressaltando o processo de implantação de colmeias, a importância de cercamento e sinalização do espaço para segurança e educação. Também será reforçada a importância do plantio de flora atrativa no entorno, servindo como base prática para discussões ecológicas e estímulo do pensamento científico.

Após esse processo, será realizada a fase de capacitação e desenvolvimento de materiais educativos para preparar pessoas no desenvolvimento de recursos pedagógicos. Na capacitação, serão fornecidas noções básicas de meliponicultura, a importância ecológica da polinização, estratégias para integrar o tema em disciplinas como Ciências, Geografia, Matemática e Língua Portuguesa, entre outras. Serão desenvolvidas oficinas práticas para alunos abordando temas como biologia e vida social das abelhas, confecção de mini caixas iscas e noções de manejo sustentável.

 

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