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meio ambiente

Projeto de extensão conscientiza sobre preservação ambiental

As atividades são desenvolvidas no parque municipal de proteção integral Arara Azul pelos acadêmicos de Engenharia Florestal.


Ascom UEMASUL

Estudantes do IFMA, UFMA e UEMASUL, em 2023, durante atividades do minicurso do II Simpósio de Botânica, do curso de Ciências Biológicas -UEMASUL. Foto: Maira Soares.

Localizado a 10 km do centro Imperatriz, o parque Arara Azul foi criado em 2021 e possui uma área de 31.844 hectares. No espaço, encontram-se espécies vegetais endêmicas, raras e ameaçadas de extinção, com fragilidade ambiental alta, em processos de regeneração, e ainda sem plano de atividades de manejo adequados.  A área é uma unidade de preservação ambiental doada pela empresa Valec para o município, como forma de compensação pelos impactos ambientais causados pela construção da ferrovia Norte-Sul.

O projeto de extensão da UEMASUL “Trilhas de sabedoria verde – medidas educacionais ambientais no parque Arara Azul por meio da restauração ecológica” está sendo desenvolvido no parque. O projeto faz parte do Programa Amplia Extensão (PAEX), destinado a professores da instituição e contempla o eixo temático: Preservação e sustentabilidade do meio ambiente, que faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os objetivos do projeto são de promover capacitação e educação ambiental por meio de produção de mudas e restauração ecológica; produzir mudas nativas com a participação de acadêmicos e comunidades do entorno para restauração e enriquecimento do parque, como instrumento de restauração e recurso pedagógico; implantar e restaurar trilhas ecológicas educativas; desenvolver atividades de ensino-aprendizagem voltadas à valorização da biodiversidade local, integrando práticas pedagógicas críticas e interdisciplinares e estimular o turismo sustentável por meio da utilização das trilhas ecológicas como atrativos de visitação, promovendo a diversificação da economia local.

Até o momento, 67 espécies nativas já foram identificadas e catalogadas, inclusive,as espécies ameaçadas de extinção. Fotos: equipe do projeto.

As atividades são desenvolvidas no parque há três anos, com a participação por semestre, de forma alternada, de 20 acadêmicos do curso de Engenharia Florestal do Centro de Ciências Agrárias (CCA), seis acadêmicos voluntários, um acadêmico bolsista e cinco professores, coordenados pelo professor Dalton Henrique Angelo. No bairro Itamar Guará, localizado próximo ao horto, estão sendo realizadas oficinas participativas para elaboração de um diagnóstico, com o objetivo de avaliar a percepção sobre o horto, o nível de educação ambiental, a preferência por espécies arbóreas e a situação socioeconômica da comunidade.

Os questionários aplicados na comunidade têm o objetivo de esclarecer o nível de conhecimento dos moradores sobre a importância da arborização e preservação do parque, e a obtenção de informações relevantes para melhores propostas de ações que possam ser voltadas de forma mais direta para os moradores para embasamento de um plano de manejo robusto, conforme determinações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, Lei SNUC, de 2000.

A medição da necromassa identifica a matéria orgânica morta. Essa medição é essencial para inventários de carbono. Foto: Chaiane Rodrigues Schneider (UEPA).

Já foram realizados os levantamentos de vegetação, suscetibilidade e impactos ambientais, a identificação das principais espécies nativas e ameaçadas, o reconhecimento de áreas degradadas e o mapeamento de fitofionomias, que será refeito em abril, para refinamento de dados.  Posteriormente, a equipe do projeto irá sugerir, em parceria com o poder público, a implantação de trilhas ecológicas educativas, que priorizem os percursos de baixo impacto ambiental e que favoreçam a observação da fauna,  da flora e do meio abiótico, que são todos os componentes não vivos de um ecossistema. O projeto técnico inclui a instalação de sinalização interpretativa, para melhor compreensão das espécies e ambiente, pontos de observação e espaços pedagógicos, para melhor ensino e segurança e técnicas de construção adaptadas ao ambiente natural, que não afetem o parque.

“Nós já temos muitos resultados. Fizemos o mapeamento do parque, dos impactos ambientais, fatores de degradação, inventários fitossociológicos, biomassa, carbono e serrapilheira, inclusive de esgotos lançados na área. E, o mais imporntante, estudamos as comunidades ao redor para entender como elas veem o parque e a relação com a natureza, para elaborarmos ações assertivas e com maior nível de aceitação para toda a cidade de Imperatriz e que seja uma área destinada ao turismo, ao lazer, a projetos científicos e de educação ambiental. Estamos criando medidas para conservação e manejo otimizado e adequado do parque e visitação de arboreto rico em espécies maranhenses”, informou o professor Dalton.

Foram identificadas várias áreas de degradação com corte de árvores, descarte de lixos e esgoto. Fotos: equipe do projeto.

Além da implementação das trilhas e após a realização das oficinas interativas com a comunidade, estudantes dos ensinos fundamental e médio irão participar do plantio para a recuperação das áreas degradadas mapeadas e enriquecimento das trilhas, com inserção de placas com o nome do estudante, idade, espécie plantada e data, para que possam criar identidade com a mata nativa, sentimento de pertencimento, e acompanhar o crescimento das árvores, aplicando os conhecimentos adquiridos na comunidade. Percorrendo as trilhas, os estudantes irão conhecer as espécies nativas da região, terão a possibilidade de obtenção de frutos e sementes, para a comercialização, utilização própria com fins ornamentais, medicinais ou de consumo próprio, e para a construção de carpotecas e caixas de germoplasma com fins pedagógicos para os alunos das escolas públicas e acadêmicos da UEMASUL, incluindo o desenvolvimento de um herbário virtual.

O bolsista Miguel Arcanjo Rodrigues Silva, do 6º período do curso de Engenharia Florestal, falou sobre a importância das atividades no horto. “O projeto da trilha ecológica do parque tem como objetivo aproximar mais as pessoas do meio ambiente, fornecendo um local onde possam caminhar e conhecer um pouco das espécies florestais da região, além de trazer um local de práticas e ensino estudantil. Esse projeto tem um papel fundamental na conservação ambiental de Imperatriz, pois aproxima mais as pessoas do meio ambiente e dá a elas uma sensação de união com natureza”.

O horto é um espaço de conservação da biodiversidade, que abriga diferentes espécies da fauna e da flora, contribuindo para o equilíbrio climático, integrando a comunidade e trazendo mais conhecimento e consciência ambiental. Além de incentivar e estimular a educação ambiental, a economia e o lazer, promove a preservação dos ecossistemas e incentiva práticas sustentáveis, tornando-se um agente transformador do território e um recurso fundamental para a construção de uma cidade mais equilibrada, inclusiva e comprometida com as gerações futuras, conservando espécies nativas do Cerrado e Amazônia maranhense como um arboreto e museu de história natural.


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