UEMASUL aprova a criação do curso de Medicina e mais quatro cursos

Durante todo o dia 15, o Conselho Universitário da UEMASUL esteve reunido no campus Açailândia, realizando a 10ª Reunião Ordinária. Dentre as pautas, estavam as criações e autorizações de funcionamento de 6 cursos, para os campi Açailândia, Estreito e Imperatriz, consolidando a expansão da universidade e criando 240 novas vagas na graduação.

Para Imperatriz, os conselheiros discutiram e votaram a criação, autorização de funcionamento e aprovação do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina, que será ofertado a partir de 2020 no novo Centro de Ciências da Saúde da UEMASUL, com 80 vagas para o primeiro ano. O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) é o documento que reúne todas as diretrizes de funcionamento do curso, como tempo de duração, disciplinas a serem cursadas e as respectivas ementas, estágios e trabalho de conclusão de curso, além de traçar o perfil do egresso que a graduação deseja alcançar.

A criação do curso de Medicina representa o fortalecimento das políticas públicas de saúde e educação da Região Tocantina. A implantação do centro e do curso contempla a meta 14 do plano de governo proposto pelo governador Flávio Dino, que abrange a melhoria da saúde e o aumento do número de médicos do estado, e fortalece o protagonismo regional e a expansão da UEMASUL.

A reitora da universidade, Elizabeth Nunes Fernandes, afirma a importância deste momento. “Já tivemos muitas reuniões importantes, mas esta é a que consolida a expansão da UEMASUL, com a criação dos cursos para o campus Estreito, e o curso de Medicina em Imperatriz, que irá atender a demanda da região, formar médicos para atuar na saúde do estado, na prevenção, na atenção básica e melhorar os índices do Maranhão.”

Ainda para Imperatriz, em substituição ao curso de Letras, Língua Inglesa e Literaturas, foi criado o curso de Licenciatura em Língua Inglesa, priorizando a formação de professores de língua inglesa, com disciplinas voltadas para o ensino de língua estrangeira, conversação, tradução e fluência. Além dos novos, o curso de Geografia teve suas autorizações renovadas.

Centro de Ciências Agrárias Naturais e Letras (CCANL) – Estreito

O campus Estreito tem previsão de entrega para maio, e três dos quatro cursos que serão disponibilizados inicialmente também foram criados e aprovados durante a reunião do CONSUN. As Licenciaturas em Ciências Naturais – Habilitação em Matemática e Habilitação em Física; e Letras, Língua Portuguesa e Literaturas tiveram os PPCs apresentados e aprovados por unanimidade. Cada um dos cursos oferecerá 40 vagas para o primeiro ano, totalizando assim 120 novos alunos.

Centro de Ciências Humanas, Sociais, Tecnológicas e Letras  (CCHSTL) – Açailândia

O campus Açailândia, que já existe há 17 anos, terá a primeira turma de Pedagogia em 2020, com 40 novas vagas. De acordo com os dados apresentados no PPC, há uma carência de pedagogos atuando na educação, e por isso, o curso será estratégico para a melhoria dos índices da educação básica da cidade e municípios vizinhos, que também fazem parte da área de abrangência da UEMASUL.

UEMASUL promove a inclusão dos primeiros acadêmicos com deficiência

O ensino público e de qualidade deve ser destinado a todos de acordo com o princípio constitucional da educação nacional. A lei de cotas, criada em 2012, é destinada à pretos, pardos e indígenas, alunos de escola pública e também a pessoas com deficiência. A UEMASUL recebe este ano, pela primeira vez, alunos com deficiência. Para atendê-los, a universidade está em processo de adaptação, com a aquisição de equipamentos, materiais, mobiliário adaptado e também contratação de profissionais para acompanhá-los.

Campus Imperatriz

Dentre os ingressantes, está Rafael dos Santos Silva, de 21 anos, que está cursando Licenciatura em História. Ele concluiu o ensino médio em 2018, no colégio Estadual Governador Archer. Rafael tem baixa visão, e, é um dos dois alunos com deficiência visual.

Durante a entrevista, Rafael falou sobre a necessidade do ledor, que já está sendo providenciado pela universidade e também mostrou as ferramentas de acessibilidade que utiliza no celular. “É a realização de um sonho”, conta Rafael. “Quando recebi a notícia, fiquei muito feliz. Sorte que não tenho nenhum problema cardíaco, pois fiquei muito surpreso de ter passado”.

A mãe, Ana Lúcia, reforça o quanto o filho é dedicado e busca conhecer de tudo que possa auxiliá-lo nos estudos. “O Rafael é muito esforçado e tem força de vontade. Até porque é difícil estudar com as limitações que ele tem”. O processo de preparação para o vestibular foi na sala de aula e na sala de recursos oferecida pelo colégio. “Ele também fez o ENEM!”, comenta a mãe.

Valdeci Cabral, de 31 anos é outro acadêmico que tem baixa visão. Convidado a discursar na cerimônia de abertura do ano letivo, emocionou a todos com seu relato. Ele está cursando Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa.

Campus Açailândia

No campus Açailândia, o curso tecnólogo em Gestão Ambiental recebeu uma aluna cadeirante. Heloísa Oliveira, de 18 anos, tem atrofia muscular espinhal, uma doença degenerativa que retira a força dos músculos e ainda não tem cura. Ela utiliza uma cadeira de rodas e possui várias restrições, porém, se mostra confiante para a jornada universitária. “Eu espero alcançar as minhas próprias expectativas, me desenvolver bem no curso, crescer enquanto aluna e fazer amigos. Estava ansiosa para o primeiro dia, mas fui bem recebida, já conhecia alguns colegas e me senti acolhida.”

Acessibilidade

A Pró-Reitora de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica em exercício, Maria da Guia Taveiro falou sobre o processo de adaptação da universidade. “Nós estamos muito felizes e nos adaptando para receber estes alunos e muitos outros, com quaisquer deficiências. Iremos estruturar um núcleo, pois já temos professores de LIBRAS e, em breve abriremos seletivo para professores ledores, que acompanharão os alunos nas atividades cotidianas, e a partir disso já poderemos criar uma estrutura melhor. Temos tido bastante apoio, das secretarias do governo, do Colégio Governador Archer, e do Setor de Inclusão à Diversidade (SIADI) da prefeitura municipal, que se ofereceram para dar suporte nesse processo.”

A UEMASUL já conta com rampas de acesso, corrimões e banheiros adaptados para cadeirantes, além de oferecer a disciplina de LIBRAS na grade curricular dos cursos de licenciatura. Neste momento, dois alunos têm deficiência visual, e para isso, serão selecionados professores ledores para acompanhá-los em aulas, avaliação e demais atividades, máquinas para impressão dos textos, leitores de tela para os computadores da biblioteca central e do laboratório de informática, além de implantar ferramentas de acessibilidade no site institucional.

Governo do Estado destina área de 65 mil m²para UEMASUL

Os secretários de Estado de Infraestrutura Clayton Noleto e de Saúde Carlos Lula, acompanhados da Reitora Elizabeth Nunes Fernandes vistoriaram a área destinada às construções do hospital público Socorrão e do Centro de Ciências da Saúde da UEMASUL.

O governador Flávio Dino assinou no último dia 06, o Decreto que desapropria as áreas destinadas às construções. A desapropriação é o ato pelo qual o Poder Público, em razão de uma necessidade ou utilidade pública, ou ainda diante do interesse social, mediante indenização, retira alguém de sua propriedade.

O Centro de Ciências da Saúde vai abrigar de início o curso de Medicina da UEMASUL, que contará futuramente com os cursos de Farmácia e Saúde Coletiva. Além de todos os avanços alcançados pela universidade nos últimos anos, a implantação do curso de Medicina vai transformar a realidade do ensino superior de Imperatriz e região.

Para a Reitora da UEMASUL Elizabeth Nunes Fernandes, o ato de assinatura do decreto pelo Governador tem importância histórica para região Tocantina.

“As construções do hospital Socorrão e do Centro de Ciências da Saúde são dois importantes investimentos que contribuirão para melhorias na saúde e educação da população. O novo centro promoverá a expansão universitária, com a efetivação de cursos na área da saúde, a exemplo do curso de Medicina, ainda não existentes na UEMASUL, oportunizando o acesso à educação superior pública e de qualidade. São ações que contribuem para o avanço do desenvolvimento regional”.

As equipes técnicas também estiveram no local verificando as condições do terreno, para, logo em seguida acontecer a etapa dos processos de licitação das construções, que, segundo o secretário Clayton Noleto devem ser iniciadas ainda este ano. “O investimento é de aproximadamente 150 milhões de reais na parte de construção, depois tem a parte de equipamento e montagem. Um equipamento dessa natureza gera muito emprego e renda. Temos visto ano após ano o surgimento de novas escolas profissionalizantes na área da saúde e isso visa também atender essa demanda”.

O hospital Socorrão será um hospital de urgência e emergência que irá atender toda a região Tocantina. “São 300 leitos de enfermaria, e 100 de UTI. A cidade de Imperatriz terá o maior hospital do interior do nordeste, e com isso, cumprimos a promessa do governador Flávio Dino, de construir dois grandes socorrões, um em São Luís, que já foi iniciado e um em Imperatriz. Teremos assim, um complexo de saúde, também com a construção do Centro de Ciências da Saúde da UEMASUL, informou o secretário Carlos Lula.

Aulas especiais marcam o reinício das atividades da UATI

Os acadêmicos e acadêmicas da Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI) voltaram as atividades nesta última quarta-feira (27), todos animados para o último semestre letivo. A programação realizada pela Pró-Reitoria de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica (PROGESA) contou com atividades e oficinas temáticas que trabalharam assuntos como saúde, cultura e sustentabilidade.

O programa de extensão é organizado por meio de cursos não regulares, e tem o objetivo de promover a integração social e educacional, em prol da qualidade de vida da pessoa idosa, por meio de atividades socioculturais ofertadas pela UEMASUL e com parceria de vários profissionais voluntários.

A acadêmica Maria dos Anjos Silva Santos, 65 anos está no curso desde o início, e cheia de expectativas para o último semestre de aulas. “Não sei para meus colegas, mas para mim é muito gratificante, apesar de ter trabalhado muito tempo na educação no meu município, a gente renova os nossos conhecimentos, conquista novas amizades. A Universidade Aberta à Terceira Idade, para mim foi um presente de Deus. Espero que nesse ano a gente tenha mais aproveitamento, que os nossos colegas saibam aproveitar essa oportunidade maravilhosa que a gente tem. Também quero agradecer o respeito e carinho que o pessoal da UEMASUL tem com a gente.  Nós somos muito bem recebidos aqui e acredito que vamos ter muita coisa boa daqui para frente. A gente tem muito a aprender com vocês, coisas novas que não vi durante minha juventude, hoje estou aprendendo aqui.”

A profa. Raylene Bananeira está vindo pela primeira vez ministrar aula na  UATI. “Fui convidada pela coordenação do curso e achei muito interessante. Como estamos entrando no mês de março, trouxemos a temática da mulher e da violência. Eles também têm muita experiência, muitas coisas para contar. Está sendo muito interessante e muito legal. É uma turma animada, que gosta de partilhar. Estou gostando e pretendo voltar mais vezes.”

O cronograma de aulas desta primeira  turma vai até o dia 26 de abril e a cerimônia de Colação de Grau está marcada para dia 15 de agosto.

UEMASUL concede Grau Especial à seis formandos

A cerimônia de Outorga de Grau Especial, presidida pelo Vice-Reitor da UEMASUL, Expedito Barroso concedeu grau à seis formandos dos cursos de Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária e Ciências Biológicas. A solenidade simples foi marcada pela emoção dos formandos e familiares. A Colação foi realizada porque todos os formandos estão ingressando em programas de pós-graduação e residência multiprofissional. Pela primeira vez a UEMASUL realizou também a entrega dos diplomas aos formandos, após a cerimônia. Os recém-graduados Elton Ferreira Lima, Andrezza Kellen de Jesus de Moura, Joelson Gomes de Oliveira, Mickaelle Alves Sousa Lima, Rafael Guimarães Silva Moraes, e Maria Ivanessa Duarte Ribeiro falaram um pouco sobre suas expectativas, novos projetos e desafios.

“As mudanças foram fundamentais para minha formação, tanto pessoal como profissional”, comenta Elton Ferreira Lima, hoje, Engenheiro Agrônomo pela UEMASUL

Elton Ferreira Lima, 23 anos, é graduado em Engenharia Agronômica pela UEMASUL. Nascido em Altamira do Maranhão, localizada a 377 km de Imperatriz, conseguiu ingressar no Mestrado em Engenharia Agrícola com ênfase na linha de pesquisa água e solo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele destaca sua vinda para Imperatriz como um desafio vencido, e sobre as mudanças que aconteceram na sua vida.

– Quais as conquistas adquiridas durante a graduação?

Comecei a ser voluntário no projeto de iniciação cientifica do Prof. Wilson Araújo, no ano de 2015. Em 2016 a gente inscreveu meu projeto de pesquisa que foi aprovado e financiado pela FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão). Fui bolsista entre os anos de 2016 e 2018. Durante esse mesmo período fui monitor de duas disciplinas ministradas também pelo Prof. Wilson, e participei de muitos outros projetos como voluntário.  A principal mudança na minha vida foi vencer a timidez. As mudanças foram fundamentais para minha formação, tanto pessoal como profissional. Sou de Altamira do Maranhão, uma cidade bem pequena e sem perspectiva de futuro porque não tem ensino superior e nem oportunidades de emprego. Vir de Altamira para cá foi um grande desafio.

– Quais as suas expectativas em relação ao mestrado?

Estou indo para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, passei no mestrado de Engenharia Agrícola com ênfase na linha de pesquisa Água e Solo, que é justamente uma área que venho trabalhando com meus orientadores. Concluindo o Mestrado, pretendo fazer doutorado e, após terminar, se a UEMASUL abrir uma vaga para a minha área, quem sabe eu volte para dar aulas aqui.

– Quais dicas você dá para quem está ingressando na UEMASUL?

Que a pessoa se envolva de verdade com as atividades de pesquisa, por mais que haja dificuldades. Aqui na UEMASUL nós temos professores que se dedicam realmente à pesquisa. Há muitas outras oportunidades, seja na iniciação cientifica, extensão, monitoria, aqui temos muitas oportunidades.

 

“Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz para a minha vida”, diz a nova Médica Veterinária Andrezza de Moura

Andrezza Kellen de Jesus de Moura,  23 anos, graduada em Medicina Veterinária pela UEMASUL, é natural de Lago da Pedra, cidade que fica a 515 km de Imperatriz. Ela ingressou na universidade em 2014, e este ano foi aprovada para uma especialização em Clínica e Cirurgia de grandes animais na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. Andrezza nos conta sobre a transformação que passou por meio dos conhecimentos adquiridos na graduação.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

A trajetória durante o período de graduação foi muito árdua. É sempre um caminho cheio de desafios, mas, com muito estudo e com a ajuda da universidade, dos professores que sempre estão disponíveis, fica bem mais fácil de chegar ao fim. É preciso estudar muito e se dedicar sempre, e parar com a mania de colocar a culpa na instituição, porque quem quer consegue, e é isso, é só estudar, foco e dedicação. É importante manter interação com todas as possibilidades que a instituição oferece, como realizar projetos de extensão, pois isso conta muito no futuro.

O que mudou na sua vida ao entrar no ensino superior?

O conhecimento traz amadurecimento e maturidade. Mudamos alguns pontos de vistas que nos dão a possibilidade de realizar vários projetos. Então, sem dúvida foi a melhor escolha que fiz para a minha vida. Levo da UEMASUL todo o conhecimento adquirido por meio dos projetos de extensão. Viajamos para apresentar em outros estados, isso agrega muito ao currículo. Ultimamente a universidade tem investido em vários equipamentos para a gente fazer estudos de extensão, projetos, e isso é muito bom.

“Eu sei que sempre vai surgir aquele pensamento de desistir, mas temos que ser persistentes e ter um foco, um objetivo”, destaca o novo biólogo Joelson Gomes de Oliveira

Graduado em Biologia pela UEMASUL, Joelson Gomes de Oliveira, 23 anos é natural de João Lisboa, cidade a 12 km de Imperatriz. Joelson ingressou na Universidade em 2014, e vai partir para o mestrado em Agricultura e Ambiente pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Balsas. Joelson fala entre outras coisas, sobre a importância da iniciação científica no processo seletivo para o mestrado

– Qual a sensação de sair de uma escola pública para o ensino superior? E o que mudou na sua vida?

Sempre foi uma luta para me adaptar, porque quando você vem da escola pública, há uma grande diferença, porque na escola pública o ensino vem se adaptando, mudando, e foi difícil no início, mas, no decorrer do tempo eu fui melhorando. O ensino superior mudou bastante minha forma de pensar. Você vê a diferença, a família vê a diferença, você fica mais intelectual.

– E como foi a sua trajetória na UEMASUL?

Foi boa.  Logo no primeiro período, o professor Fábio me convidou para ser bolsista. Fui para o laboratório de Biotecnologia Ambiental,  fiquei lá até o final da graduação, e aprendi muita coisa. Consegui uma bolsa de iniciação científica, depois uma vaga no estágio, onde também fiquei até o final da graduação. Sempre quis conciliar a biologia com essa parte administrativa, e foi muito gratificante participar dos projetos sociais. Em 2018 fiz a inscrição para a prova de mestrado em Agricultura e Ambiente em Balsas e consegui passar. O que teve mais peso foi a iniciação científica, porque, quando você entra, você se destaca. Já fica aí uma dica, a partir do momento que você entra na graduação, procure um projeto de iniciação científica, porque contribui muito na hora de fazer uma prova de mestrado, entre outras coisas.

– O que você deseja alcançar após o mestrado?

Sempre se quer alcançar coisas maiores, e assim que eu conseguir meu título de mestre, quero entrar no doutorado, sem pausa, assim como eu fiz da graduação para o mestrado, quero fazer direto para o doutorado.

 

“Precisa ter dedicação, correr atrás daquilo que almeja e sempre estudar. Não deixar nada para depois e focar no agora”, enfatiza Mickaelle Alves Lima, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL

Mickaelle Alves Sousa Lima, de 22 anos, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL, é natural de imperatriz e uma dos seis graduados que colaram grau no mês de janeiro.

A engenheira, que ingressou na universidade em 2014, foi aprovada no Mestrado em Fisiologia Vegetal, na subárea de Matéria Orgânica e Biologia do Solo, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em entrevista, Mickaelle falou de sua dedicação aos estudos e da importância em aproveitar as oportunidades que a universidade ofereceu durante o período de graduação.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

No começo, não pretendia fazer o curso de Engenharia Agronômica, caí de paraquedas ou por pura sorte. Minha vida acadêmica começou a partir do terceiro período, quando comecei a estagiar no Centro de Difusão Tecnológico de Imperatriz (CDT), que desenvolve a agricultura aqui na cidade. Foi quando tive o primeiro contato com a área agronômica. Outra coisa que gostei bastante foi a iniciação científica, pude conhecer melhor os trabalhos e produzir artigos. Tive as experiências em participar de congressos e feiras, tanto nacionais como internacionais, além do contato com laboratórios e equipamentos para a realização de pesquisas.

O que mudou na sua vida durante o ensino superior?

Praticamente tudo. Eu era mais independente antes, trabalhava e tive que largar tudo para me dedicar integralmente à universidade. Mudou a minha rotina, também da comunicação, por estar com outras pessoas, ter que dividir e me dedicar mais aos estudos, esse espírito de coletividade mesmo.  Agora, vou fazer o mestrado na área de Fisiologia Vegetal, na subárea de Matéria Orgânica e Biologia do Solo na UENF, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. Além de conhecimento, desejo me especializar. Depois fazer doutorado ou concurso na minha área.

– Quais dicas você dá para quem está começando o ensino superior na UEMASUL?

É preciso ter dedicação, correr atrás daquilo que almeja e estudar muito. Não deixar nada para depois e focar no agora. Sempre buscar conhecimento e inovação dentro da universidade, principalmente, para quem quer fazer um mestrado. Além disso, buscar ajuda dos professores em projetos e trabalhos.

 

“Quem sai de uma graduação e fala que não mudou nada em sua vida, acho que não fez a graduação direito”, relata o novo Engenheiro Agrônomo Rafael Guimarães

Engenheiro agrônomo pela UEMASUL, Rafael Guimarães Silva Moraes, tem 22 anos e nasceu em Açailândia, cidade a 68 km de Imperatriz. Ele ingressou na universidade em 2014, e agora foi aprovado no mestrado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em entrevista, Rafael falou sobre sua trajetória na UEMASUL, e como a iniciação científica o ajudou na conquista do mestrado.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

Foi uma trajetória difícil. Tive que me mudar de Açailândia para Imperatriz, e outra dificuldade foi em relação às disciplinas. Quando você finaliza tudo e vê toda a sua trajetória, é gratificante ver que sou um vencedor. E agora, saindo de Imperatriz vou para Campo do Goytacazes, no Rio de Janeiro, então é uma nova etapa. Quem sai de uma graduação e fala que não mudou nada em sua vida, acho que não fez a graduação direito. Primeiro, as oportunidades que tive foram de iniciação científica relacionada a solos com o Prof. Wilson Araújo da Silva, minha referência na UEMASUL. Também fui monitor de física do solo, por meio dela recebi bolsa-auxílio e tudo isso foi me ajudando nessa trajetória na UEMASUL.

O que pretende com a conclusão do mestrado?

Além do mestrado, depois que eu concluir, ainda há uma incerteza. Quero muito fazer concursos, sei que não está fácil, não sei se vou continuar para o doutorado ou vou adquirir experiência porque também quero ser concursado para lecionar no ensino superior. Ou ingressar para o doutorado ou passar em um concurso com o mestrado, que é difícil, mas, não impossível.

– Quais dicas você dá para quem está começando curso superior?

Se apegar às oportunidades. Comecei a iniciação científica só no quinto período, me arrependo muito de não ter corrido atrás e não ter iniciado no terceiro período logo. Oportunidades de iniciação cientifica, monitoria, bolsa-permanência, tudo isso. Ficar em uma universidade sem buscar isso, é para quem só quer ter a graduação. Senão fosse a iniciação científica, eu não teria ingressado no mestrado.

 

“Agarre toda oportunidade que tiver, desde o primeiro período. Se você tiver essa oportunidade logo no início, não espere para depois”, destaca Maria Ivanessa Duarte Ribeiro

Maria Ivanessa Duarte Ribeiro, de 22 anos, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL, é uma dos seis graduados que tiveram Colação de grau especial. Natural da cidade de Amarante, cidade a 110 km de Imperatriz, Maria Ivanessa é mestranda em Produção Vegetal na área de pesquisa de Mecanização Agrícola pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na Cidade de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Em entrevista, Maria Ivanessa destaca o apoio de amigos, professores e familiares em sua trajetória em Imperatriz, da importância de se empenhar na pesquisa e de como pretende se qualificar e retornar para ser professora da UEMASUL.

Como foi sua história na UEMASUL?

Enfrentei muitos obstáculos, principalmente quando se tratava das disciplinas de cálculo, porque não tive um embasamento na educação que desse um suporte na universidade. Apesar dessas dificuldades, corri atrás, batalhei, tive amigos que me ajudaram a superar dificuldades, a enfrentar. Se hoje estou conquistando isso, devo muito aos meus amigos que me ajudaram, porque apesar de estar estudando, você precisa do auxílio de alguém. Tive muitas vitórias também, consegui bolsa, premiação em conjunto com o laboratório que sempre fui colaboradora. Devo muito também a Prof.ª Anatércia Ferreira Alves, que foi quem me concedeu a bolsa, quem me orientou durante um tempo da graduação, ao Prof. Wilson que sempre estendeu a mão, à Prof.ª Cristiane,  que me deram suporte para a aquisição dessa conquista.

– O que mudou na sua vida durante o ensino superior?

Praticamente tudo. Foram mudanças constantes. Saí do interior e fui para a cidade de Sítio Novo, lá passei boa parte da minha vida estudando, e de Sítio Novo vim morar em Imperatriz por causa da graduação. É difícil quando você não tem o pai e a mãe na mesma casa te dando todo o suporte, são muitas noites mal dormidas por causa do estudo, alimentação. A vida muda por completo. Decidi tentar o mestrado depois dos projetos que participei. Não só o projeto em que fui bolsista, mas, os que fui colaboradora. Eles me impulsionaram muito até ter essa certeza de que queria de fato seguir na pesquisa. Então, passei no mestrado de Produção Vegetal, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, na UENF, na área de pesquisa de Mecanização Agrícola.

– Quais as expectativas em torno do mestrado?

Adquirir conhecimentos, uma bagagem para no futuro vir a somar com a educação da UEMASUL. É uma possibilidade e uma vontade. Também após o mestrado pretendo ingressar no doutorado. Para os novos universitários posso dizer que existem inúmeras possibilidades e oportunidades que a universidade oferece. Há uma carência de bolsistas que trabalhem com pesquisa e com a instituição, então, agarre toda oportunidade que tiver, desde o primeiro período. Se você tiver essa oportunidade logo no início, não espere para depois. Surgiu a oportunidade? Agarre com todas as forças e batalhe por ela.

Inicio do semestre letivo da UEMASUL é marcado por atividades de integração

O inicio do semestre letivo 2019.1 da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão foi marcado por atividades acadêmicas de integração, destinado para os estudantes e professores da instituição. A programação foi realizada nos campi de Imperatriz e Açailândia, e contou com Aulas Magnas, apresentação da universidade e oficinas específicas para cada curso.  Assim, dentro do programado os estudantes retornaram esta semana com as aulas normais.

Em Imperatriz, para recepcionar os alunos, principalmente os calouros foram ministradas Aulas Magnas nos três turnos. Além das Aulas Magnas, os calouros participaram de oficinas para compreender melhor os temas do curso e conhecer a universidade. Dentro do cronograma, os estudantes receberam o Manual do Calouro, para auxiliar e orientar os ingressantes na instituição.

O campus de Açailândia também promoveu uma recepção para os acadêmicos.  As atividades aconteceram no turno da tarde, para os cursos de Administração e Gestão Ambiental, com as Aulas Magnas, e nesta segunda- feira (25) aconteceram as oficinas direcionadas para os cursos.

A estudante caloura do curso de História da UEMASUL, Suellen Cristina Prudente, fala sobre a importância de ter participado do Seminário de Integração e ressalta sua expectativa em relação ao percurso da graduação. “Foi bem interessante a Semana de Integração. Pude conhecer um pouco da história da instituição, o funcionamento dos setores e estrutura da universidade, além das reflexões apresentadas na Aula Magna, sobre politicas públicas educacionais. Estou bem animada para começar a conhecer as temáticas da minha área e desfrutar das oportunidades que a instituição oferece, principalmente ao acesso a biblioteca e as bolsas”, finaliza.

Assessora da UEMASUL participa de curso em Brasília a convite de Embaixada Americana

Nos dias 22 e 23 de fevereiro a assessora de Assuntos Internacionais da UEMASUL, profa. Edna Sousa Cruz participou em Brasília, a convite da Embaixada Americana, do curso de orientação do programa English Language Fellow (especialista no ensino de Língua Inglesa).

O programa English Language Fellow tem por objetivo promover o ensino de língua inglesa ao redor do mundo e estabelecer compreensão mútua entre os americanos e povos de diferentes países.

Anualmente a embaixada americana abre inscrições para seleção de universidades, centros binacionais e secretarias de educação interessados em receber um professor americano altamente qualificado na formação de professor de língua estrangeira, pelo período de dez meses.

A UEMASUL concorre a uma das vinte vagas para a seleção de 2020, mas, ainda assim foi escolhida pela Embaixada Americana  para participar da edição do programa deste ano. A participação da UEMASUL neste programa é estratégia do Consulado Americano para se aproximar dos estados do Maranhão, Pará e Tocantins. A instituição, juntamente com o Centro Binacional Brasil-Estados Unidos – ICBEU (São Luís) receberá a professora americana Wanda Walker,  que atua na formação de professores em vários países ministrando cursos na área de métodos de ensino de língua estrangeira e desenvolvimento de materiais de ensino, entre outros.

Para a Assessora de Assuntos Internacionais da UEMASUL, profa. Edna Cruz, a escolha da UEMASUL significa o reconhecimento, por parte de instituições estrangeiras, das potencialidades de uma instituição, que tem caminhado a passos largos rumo à internacionalização. “Sinto-me privilegiada pelo convite e por ter participado desta iniciativa do governo Americano, pois significa que o trabalho que estamos desenvolvendo frente à Assessoria de Assuntos Internacionais, tem tido retorno esperado no que se refere a visibilidade da instituição.  Tivemos a oportunidade de conhecer a Casa Thomas Jefferson e o escritório Regional para Programas de Língua Inglesa – RELO ambas referências na implementação de programas de ensino e aprendizagem da língua inglesa de iniciativas do governo estadunidense.”

Durante o curso de formação, a profa. Edna Cruz apresentou a proposta do plano de ação a ser desenvolvido na Região Tocantina que inclui formação continuada para professores de língua inglesa, em parceria com a SEMED e UREI, e atividades referentes à internacionalização do currículo da UEMASUL.

#PraCegoVer #UEMASULacessível  Vemos uma foto com professores e professoras posicionados lado a lado, alguns de pé, outros agachados, em frente à fachada de um prédio, onde ao fundo se vê uma escultura.

Acadêmico emociona plateia com discurso durante Aula Magna

Durante a Aula Magna, do último dia 21, o calouro do curso de Letras Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Valdeci Cabral, 31 anos, que tem baixa visão representou os acadêmicos, sentado à mesa Diretiva, composta pelo Vice-Reitor, Pró-Reitoras e palestrantes convidados. Valdeci fez um discurso contando sua trajetória, que emocionou a todos.

Confira o discurso do acadêmico:

“Filho de pai trabalhador rural e mãe quebradeira de coco babaçu, sou mais um maranhense de origem humilde que estudou na modalidade de ensino EJA no período noturno, após um longo dia de trabalho”. Mas, não me deixei abater diante das dificuldades encontradas em escolas que não ofereciam mínimas condições de ensino a alunos com baixa visão.

Até chegar aqui, no inicio de um curso superior em uma instituição de ensino público mostro que, com muita luta e dedicação podemos alcançar nossos objetivos

Começo hoje, uma jornada de responsabilidade e luta, com o objetivo de abrir novos caminhos para a inclusão da pessoa com deficiência, em especial, as deficiências visuais: baixa visão e cegos, nas instituições de ensino superior de Imperatriz.

É considerada cega a pessoa que tem visão abaixo de 10% no melhor olho. Mas, existem alguns que até mesmo para se locomover sozinho necessitam de recursos para orientar seu deslocamento. Posso citar a bengala verde que identifica a pessoa com baixa visão e o piso tátil, que é fundamental para pessoas com deficiência visual.

Quero ressaltar a importância da Associação de Deficientes Visuais de Imperatriz, no incentivo ao ingresso de membros em instituições de ensino superior e no fortalecimento de politicas que buscam promover a integração da pessoa com deficiência na sociedade.

Espero que esse breve relato de minha trajetória de lutas possa inspirar a todos a serem mais perseverantes durante sua formação acadêmica e que nós possamos lembrar que por estar estudando em instituição pública de ensino, temos a responsabilidade e dever de trazer retorno social ao nosso estado, prestando bons serviços a sociedade.”

#PraCegoVer #UEMASULacessível  Foto com fundo branco. Sentados à mesa, à direita estão duas professoras, à esquerda o acadêmico, com microfone na mão, lendo seu discurso.