Seminário Novembro Negro promove debates na UEMASUL

O II seminário Novembro Negro: “Resistência e militância negra”, promovido pelo Centro de Cultura Negra – Negro Cosme (CCN-NC) em parceria com a UEMASUL, aconteceu de 12 a 15 de novembro. A programação do evento contou com palestras, momentos culturais, mesas-redondas e exposições de fotografias e bonecos com características afro-brasileiras. O seminário discutiu a trajetória de luta e defesa de negros que marcaram os passos da humanidade, como Maria Firmina, João do Vale, Zumbi dos Palmares e Negro Cosme.

Para a secretária de Cultura do CCN-NC, Eró Cunha o seminário é indispensável, pois a militância e as discussões fortalecem a história de resistência.“Foi aqui dentro da UEMA, que hoje é UEMASUL, onde nasceu o Centro de Cultura Negra – Negro Cosme, e nós voltamos este ano para dentro da academia como comunidade, como militantes, para falarmos dessa resistência negra”, afirmou.

O evento abordou também o momento pelo qual passa o país, por questões conturbadas de leis e direitos que estão sendo derrubados em desfavor da comunidade negra. Também foram abordados assuntos envolvendo as comunidades quilombolas e a guerra da Balaiada, reforçando o aprofundamento histórico e cultural. O acadêmico do sexto período do curso de História da UEMASUL, Jefferson Nascimento, reforçou a importância do resgate cultural durante o seminário. “Olhando para o lado histórico, o Novembro Negro traz para toda a comunidade imperatrizense, uma forma de poder rememorar aqueles personagens que fizeram parte de lutas e resistências no Maranhão, que estão um pouco esquecidos, e o papel desses personagens voltados ao movimento negro no nosso estado”.

Já o acadêmico do quarto período do curso de História, Luan Roberto, disse que evento foi libertador. “A universidade facilita o acesso a assuntos relacionados à cultura negra, é uma coisa muito importante para mim, quando a gente lê sobre esses movimentos de luta, a gente se empodera. Então acho muito importante por conta desse empoderamento que traz. Nós começamos a ter consciência de que somos negros, conhecendo as nossas histórias”.

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