Atividades com jogos educativos encerram disciplina de Libras

Na manhã de hoje (28), a turma do 7º período do curso de Pedagogia encerrou a disciplina de Libras com a apresentação de jogos educativos. A realização das atividades teve a participação dos estudantes da escola municipal de Educação Bilíngue para surdos professor Telasco Pereira Filho.  Os jogos educativos fazem parte do projeto “Ideias para ensinar Português para surdos”, e são baseados no livro da autora, educadora e linguista Ronice Quadros.

A professora Arlene Holanda falou sobre o papel pedagógico dos jogos no ensino da língua Portuguesa. “Visto que a língua materna dos surdos é a Libras,  eles precisam aprender o português para poder interagir com as pessoas, com a língua majoritária. O objetivo é fazer com que o maior número possível de acadêmicos tenha conhecimento sobre esse material, sobre a possibilidade de trabalhar com esses alunos”.

O evento ainda trouxe a oportunidade dos acadêmicos e acadêmicas da UEMASUL, ensinarem e aprenderem com as crianças da escola Bilíngue.  “Nem todos temos acesso à Libras, ou por falta de interesse ou por falta de oportunidade. Então, aqui a gente pratica também a inclusão, tanto para a universidade como para as crianças surdas. É algo que deveria ser incluído no nosso currículo escolar, porque a verdadeira inclusão seria essa, de todos saberem”, comentou a acadêmica Geovania dos Passos.

Acadêmicos e professores compartilham experiências no I Seminário de Estágio da UEMASUL

O I Seminário de socialização das experiências de estágio, teve como objetivo socializar as experiências dos cursos de graduação, visando a interação e partilha de conhecimentos adquiridos a partir do acolhimento e a valorização do acadêmico nas redes de ensino municipal e estadual, instituições e empresas.

O evento, realizado pela pró-reitoria de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica por meio da coordenadoria de Projetos Pedagógicos ofertou durante todo o dia mesas-redondas, palestras e rodas de conversa.  Uma das coordenadoras do seminário, professora Dina Barreto reforçou a necessidade do primeiro evento para a discussão da prática pedagógica e do estágio supervisionado. “Essa diversidade de olhares dos professores de licenciatura e do bacharelado  são de uma riqueza ímpar e o que é melhor, dando protagonismo para os nossos discentes. Daremos continuidade a esses encontros dos professores de estágio para nos aprimorarmos cada vez mais e para que a universidade possa formar profissionais muito mais competentes , mais hábeis e mais humanizados”.

Para a professora Ilma Maria de Oliveira, é preciso repensar as estruturas curriculares do estágio. “Da mesma forma que acontece com o mercado de trabalho, acontece nas escolas, acontece nas estruturas curriculares. Só que não é fácil para nós professores que fomos formados com uma separação, por isso que nós estamos reaprendendo. Então é preciso pensar e estudar, é hora de pesquisar”. 

O estágio é o momento em que o estudante coloca em prática os seus conhecimentos e competências, associados à futura profissão. A acadêmica do sexto período do curso de Química iniciou o estágio em setembro, e falou da sua experiência em lecionar. “Foi um período de muita experiência. No observatório, o estágio vai te promover  várias informações, como é a gestão escolar, como é por exemplo o calendário escolar, as programações que têm dentro da escola, de que maneira ele vai se portar como profissional, melhoras significativas na aprendizagem do aluno. E na regência também, onde fui aprendendo com os meus erros”. 

A acadêmica Gilciane da Conceição Monteiro Alves, faz o quinto período de Pedagogia, e  ainda vai passar pela disciplina de estágio. Ela falou sobre a importância das trocas de experiências proporcionadas pelo seminário. “Uma coisa que a professora Ilma sempre fala pra gente é que a teoria tem que caminhar junto com a prática, uma coisa indissociável, inseparável. Então eu acho muito importantes essas  experiências compartilhadas dentro da universidade, incentivando as pessoas a conhecer, a aprender com o conhecimento que o outro teve. Quando a gente se abre pra isso, pra aprender com a experiência do outro, eu vejo que a gente alcança uma maturidade de conhecimento muito maior”.

Campus Açailândia realiza seminário sobre Direitos Humanos

Como parte das atividades da Semana da Consciência Negra, de 18 a 22 de novembro aconteceu no campus Açailândia, a primeira edição do “Seminário de Pesquisa em Relações Étnico-Raciais e Direitos Humanos”. O evento foi organizado por acadêmicos e professores do curso de Letras.

A programação abordou os significados e implicações das relações étnicas e dos Direitos Humanos na sociedade contemporânea, resgatando o passado por meio de palestras, mesas-redondas, minicursos e apresentações culturais:  sarau, declamação de poesias feitas pelos alunos e a capoeira do grupo Voando Alto Associação Cultural.

O professor Fausto Ricardo Sousa, um dos idealizadores do evento, explicou sobre a importância dos temas abordados. “Trazer para a universidade, como para qualquer outra instituição, é importante porque nós não estamos tentando fazer com que o negro seja mais visto do que qualquer outro indivíduo, mas, que a sociedade tenha esse entendimento de que o negro é belo, tem identidade, tem seu padrão que foge ao padrão europeu que é o padrão que construiu nossa sociedade”.

O encerramento do seminário contou com um desfile valorizando a beleza negra e uma oficina de turbantes, ministrada por Suzana Rossi, acadêmica de Sociologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de Imperatriz. “Quando se fala sobre a questão estética do turbante já está se referindo a uma questão que embeleza, e também a um empoderar do homem e da mulher. Não apenas os negros se utilizam do turbante, outras sociedades usaram.  É importante ainda as pessoas terem consciência e valorizarem a cultura afro. Utilizar o turbante é uma forma de respeito por essa cultura”, firmou Suzana.

UEMASUL discute curricularização da extensão acadêmica

O Plano Nacional de Educação (PNE) determina novas diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no período de 2014 a 2024. Dentre elas, estabelece que 10% da carga horária dos cursos de graduação sejam por meio da extensão. Pensando nisso, a Gestão Superior da UEMASUL recebeu o professor Etevaldo Almeida Silva, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) para um bate-papo com a temática “Creditação e curricularização da extensão”.

A universidade pública é um importante espaço de produção e disseminação de conhecimentos e fundamenta-se em três bases: ensino, pesquisa e extensão. A extensão universitária é o retorno que a academia dá à sociedade, possibilitando o compartilhamento do conhecimento adquirido por meio do ensino e da pesquisa desenvolvidos na instituição. A Pró-reitoria de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica (PROGESA) desenvolve várias atividades referentes ao tema durante  o período acadêmico.

A pró-reitora Regina Célia Costa Lima, conta que a experiência do professor Etevaldo Almeida, enquanto gestor da extensão na UERN contribuiu para o debate. “O bate-papo com a gestão superior da UEMASUL e a PROGESA foi importante para a compreensão do tema, de acesso à experiência do professor e assim, construirmos uma agenda de implantação da extensão no currículo, iniciando por inserir o debate na nossa instituição e calendarizar ações”, aponta a pró-reitora.

Entre as ações destaca-se uma maior compreensão da comunidade universitária sobre o tema, de forma especial, dos docentes; listar e cadastrar ações de extensão já existentes na universidade; dialogar com a comunidade; conhecer a legislação referente à extensão e construir as resoluções.

Para o professor Etevaldo Almeida, discutir a extensão na universidade é importante para despertar a curiosidade dos acadêmicos: “É uma alegria estar na UEMASUL falando sobre esse assunto. A extensão é fundamental para a formação cidadã dos estudantes. Eles precisam ter uma formação integral a partir da cidadania ativa, e a extensão universitária possibilita essa formação”.

Programa de extensão da UATI forma primeira turma

Com a presença de 27 estudantes a Universidade Aberta à Terceira Idade (UATI), da UEMASUL, formou sua primeira turma. Além dos acadêmicos, familiares e amigos vibraram e se emocionaram durante a cerimônia de entrega dos certificados. Alguns deles realizaram pela primeira vez o tão sonhado curso em uma universidade.

A UATI é um programa de extensão vinculado à pró-reitoria de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica, por meio da Divisão de Extensão Universitária, organizado através de cursos não regulares, com objetivo de promover a integração social e educacional, em prol da qualidade de vida da pessoa idosa. João Batista da Costa, 66 anos é um dos formandos. Ele tem o sonho de fazer uma graduação.

“Eu sempre gostei de estudar e continuo estudando. O meu maior sonho é fazer uma faculdade. Vou passar esse próximo ano estudando e quero fazer a UATI de novo. Pra mim é um grande prazer estar aqui, os professores da UEMASUL são todos meus amigos, eu amo esse povo, parabéns para eles e para nós todos”.

O objetivo principal da universidade da terceira idade é priorizar as potencialidades do idoso por múltiplas ações, garantindo uma melhoria da qualidade de vida, estimulando o exercício intelectual e reflexivo com diferentes atividades artísticas, corporais, criativas, expressivas e produtivas.

Foram muitos meses de conhecimentos adquiridos e atividades de integração, como contou a estudante Maria Sula dos Santos Lima, 60 anos. “Eu não tenho palavras pra explicar a emoção, o prazer, a alegria que eu tô sentindo, e esse conhecimento que eu adquiri ao longo desses 15 meses eu vou levar para a vida.  E vou incentivar algumas amigas para poder participar da UEMASUL que é só alegria, tudo de bom, só conhecimento, muito conhecimento”.

A professora Maria da Guia Taveiro Silva, pró-reitora de Gestão e Sustentabilidade Acadêmica em exercício destacou a importância do programa, que fortalece as ações de extensão, um dos pilares da universidade. “O programa da UATI é de uma importância imensurável, porque liga a universidade à sociedade, já que a instituição por meio dele, cumpre seu papel social, que é o de servir à comunidade. O programa de extensão, que atende aos idosos, muitos deles até doentes, quando entram em programa desses a amizade é fortalecida, a saúde melhora, eles adquirem conhecimentos, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida deles”.

IV Semana do Cinema Africano

A IV Semana do Cinema Africano, organizada pelo Núcleo de Estudos Africanos e Indígenas da UEMASUL (NEAI) homenageia o mês da Consciência Negra. A mostra promove o conhecimento sobre a riqueza social, cultural e a diversidade ecológica do Continente Africano, com o objetivo de desconstruir estereótipos sobre a África, resgatando a história, memória e exaltando a resistência e as tradições africanas.

Mais de 40 alunos da UEMASUL são premiados na II SAPIENS

Com o objetivo de apresentar os resultados dos projetos de iniciação científica e de extensão produzidos pelos acadêmicos, a Universidade Estadual da Região Tocantina (UEMASUL) realizou a II Semana Acadêmica de Pesquisa, Inovação e Extensão, com o tema: Educação e Inovação Tecnológica – Desafios para os caminhos da Pesquisa e Extensão. Durante uma semana, acadêmicos bolsistas e voluntários, expuseram os seus trabalhos realizados durante o ano, desenvolvidos em conjunto com a comunidade de Imperatriz. A programação teve além de apresentações, palestras, minicursos e oficinas.

Para a professora Alinne da Silva, Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, os resultados do evento foram positivos, recebendo elogios da comissão avaliadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). “A segunda SAPIENS foi um sucesso, contou com mais de 600 inscritos, cerca de 178 projetos apresentados pelos bolsistas da UEMASUL, e também da FAPEMA e do CNPQ. Inclusive a comissão avaliadora do CNPQ nos deu um feedback muito bom, nos apontou onde nós podemos melhorar, e pretendemos nos tornar melhores ano após ano.”

A semana foi finalizada com a cerimônia de premiação, dando destaque aos principais trabalhos apresentados em todo evento. A entrega dos certificados aos acadêmicos premiados foi dividida em cinco categorias para a área de pesquisa, com 15 alunos contemplados e sete categorias para a área de projetos de extensão, com 29 alunos premiados. O reitor do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) Jhonatan Almada foi convidado para realizar a palestra de encerramento com o tema: “A pesquisa no Ensino Médio e a Articulação Escola-Universidade.”

O acadêmico egresso do curso de Letras/Licenciatura Rômulo Caique Silva Santos, ganhador do segundo lugar na categoria Linguística, Letras e Artes, afirma que a experiência de participar da SAPIENS foi muito boa, e que nesta segunda edição aprendeu muito. “Foi muito bom, porque é a primeira vez que eu sou premiado, então, é muito legal. Nessa edição eu aprendi muitas coisas, inclusive agradeço muito minha orientadora, professora Sônia Maria, que me incentivou a correr atrás, corrigindo as minhas falhas e me orientando a fazer sempre o melhor”.

Seminário Novembro Negro promove debates na UEMASUL

O II seminário Novembro Negro: “Resistência e militância negra”, promovido pelo Centro de Cultura Negra – Negro Cosme (CCN-NC) em parceria com a UEMASUL, aconteceu de 12 a 15 de novembro. A programação do evento contou com palestras, momentos culturais, mesas-redondas e exposições de fotografias e bonecos com características afro-brasileiras. O seminário discutiu a trajetória de luta e defesa de negros que marcaram os passos da humanidade, como Maria Firmina, João do Vale, Zumbi dos Palmares e Negro Cosme.

Para a secretária de Cultura do CCN-NC, Eró Cunha o seminário é indispensável, pois a militância e as discussões fortalecem a história de resistência.“Foi aqui dentro da UEMA, que hoje é UEMASUL, onde nasceu o Centro de Cultura Negra – Negro Cosme, e nós voltamos este ano para dentro da academia como comunidade, como militantes, para falarmos dessa resistência negra”, afirmou.

O evento abordou também o momento pelo qual passa o país, por questões conturbadas de leis e direitos que estão sendo derrubados em desfavor da comunidade negra. Também foram abordados assuntos envolvendo as comunidades quilombolas e a guerra da Balaiada, reforçando o aprofundamento histórico e cultural. O acadêmico do sexto período do curso de História da UEMASUL, Jefferson Nascimento, reforçou a importância do resgate cultural durante o seminário. “Olhando para o lado histórico, o Novembro Negro traz para toda a comunidade imperatrizense, uma forma de poder rememorar aqueles personagens que fizeram parte de lutas e resistências no Maranhão, que estão um pouco esquecidos, e o papel desses personagens voltados ao movimento negro no nosso estado”.

Já o acadêmico do quarto período do curso de História, Luan Roberto, disse que evento foi libertador. “A universidade facilita o acesso a assuntos relacionados à cultura negra, é uma coisa muito importante para mim, quando a gente lê sobre esses movimentos de luta, a gente se empodera. Então acho muito importante por conta desse empoderamento que traz. Nós começamos a ter consciência de que somos negros, conhecendo as nossas histórias”.

UEMASUL promove II Semana de Estudos de Física e Matemática

A II semana de estudos da Física e Matemática e II Encontro de egressos de Física e Matemática com o tema “A carreira em Ciências Exatas”, teve o objetivo de congregar profissionais das áreas de Matemática e Física para compartilhar experiências em ensino, pesquisa e extensão visando a apresentação das principais ações realizadas na UEMASUL.  Além da interação entre alunos, professores de outras instituições, colaboradores e pesquisadores das mais diversas áreas, a expectativa do encontro foi de causar um impacto sobre as possibilidades profissionais, e diminuir a evasão. O evento foi realizado pelo Centro de Ciências Exatas, Naturais e Tecnológicas e a direção dos cursos de Matemática e Física.  A programação contou com palestras, minicursos, mesas- redondas, apresentação de pôsteres e premiações.

O presidente do Centro Acadêmico de Física, Thiago Vasconcelos, explicou que o evento teve ainda o objetivo de trazer aos alunos, que não possuem a oportunidade de ir para congressos fora da cidade, um pouco da vivência acadêmica no ramo da pesquisa. “Física para muitos é algo bem assustador, mas, na verdade, é algo bem interessante, as pessoas não dão muita visão e também não querem ousar e se aventurar na Física”, afirmou.

Durante os debates, destacou-se foi o aumento do número de mulheres no campo das Ciências Exatas, que é formado em sua maioria por profissionais do sexo masculino. De acordo com a acadêmica do 6º período de Física, Ana Beatriz Monteiro dos Santos, a representação feminina é sempre um bom debate. “A presença de uma palestrante do sexo feminino representou as mulheres que participam da programação.  Como a gente não tem esses eventos próximos na região,  é muito importante esse evento, porque facilita para as pessoas, que não tem como se deslocar para outros estados”.

Para o diretor do curso de Matemática,  Juscimar Araújo o evento teve o intuito de mostrar o que vem sendo produzido de conhecimento científico nas áreas de Matemática e Física na UEMASUL. “A semana de estudos é mais uma oportunidade para que o conhecimento de fato chegue à comunidade, que a universidade mostre para a sociedade o que está sendo produzido aqui e quais são os impactos que isso pode ter”. Ele falou ainda sobre o aumento na quantidade de mulheres nos cursos “mostrando que a ciência é para todos,  que as meninas fazem ciência de qualidade e devem estar presentes em todas as áreas da ciência.