UEMASUL concede Grau Especial à seis formandos

A cerimônia de Outorga de Grau Especial, presidida pelo Vice-Reitor da UEMASUL, Expedito Barroso concedeu grau à seis formandos dos cursos de Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária e Ciências Biológicas. A solenidade simples foi marcada pela emoção dos formandos e familiares. A Colação foi realizada porque todos os formandos estão ingressando em programas de pós-graduação e residência multiprofissional. Pela primeira vez a UEMASUL realizou também a entrega dos diplomas aos formandos, após a cerimônia. Os recém-graduados Elton Ferreira Lima, Andrezza Kellen de Jesus de Moura, Joelson Gomes de Oliveira, Mickaelle Alves Sousa Lima, Rafael Guimarães Silva Moraes, e Maria Ivanessa Duarte Ribeiro falaram um pouco sobre suas expectativas, novos projetos e desafios.

“As mudanças foram fundamentais para minha formação, tanto pessoal como profissional”, comenta Elton Ferreira Lima, hoje, Engenheiro Agrônomo pela UEMASUL

Elton Ferreira Lima, 23 anos, é graduado em Engenharia Agronômica pela UEMASUL. Nascido em Altamira do Maranhão, localizada a 377 km de Imperatriz, conseguiu ingressar no Mestrado em Engenharia Agrícola com ênfase na linha de pesquisa água e solo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele destaca sua vinda para Imperatriz como um desafio vencido, e sobre as mudanças que aconteceram na sua vida.

– Quais as conquistas adquiridas durante a graduação?

Comecei a ser voluntário no projeto de iniciação cientifica do Prof. Wilson Araújo, no ano de 2015. Em 2016 a gente inscreveu meu projeto de pesquisa que foi aprovado e financiado pela FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão). Fui bolsista entre os anos de 2016 e 2018. Durante esse mesmo período fui monitor de duas disciplinas ministradas também pelo Prof. Wilson, e participei de muitos outros projetos como voluntário.  A principal mudança na minha vida foi vencer a timidez. As mudanças foram fundamentais para minha formação, tanto pessoal como profissional. Sou de Altamira do Maranhão, uma cidade bem pequena e sem perspectiva de futuro porque não tem ensino superior e nem oportunidades de emprego. Vir de Altamira para cá foi um grande desafio.

– Quais as suas expectativas em relação ao mestrado?

Estou indo para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, passei no mestrado de Engenharia Agrícola com ênfase na linha de pesquisa Água e Solo, que é justamente uma área que venho trabalhando com meus orientadores. Concluindo o Mestrado, pretendo fazer doutorado e, após terminar, se a UEMASUL abrir uma vaga para a minha área, quem sabe eu volte para dar aulas aqui.

– Quais dicas você dá para quem está ingressando na UEMASUL?

Que a pessoa se envolva de verdade com as atividades de pesquisa, por mais que haja dificuldades. Aqui na UEMASUL nós temos professores que se dedicam realmente à pesquisa. Há muitas outras oportunidades, seja na iniciação cientifica, extensão, monitoria, aqui temos muitas oportunidades.

 

“Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz para a minha vida”, diz a nova Médica Veterinária Andrezza de Moura

Andrezza Kellen de Jesus de Moura,  23 anos, graduada em Medicina Veterinária pela UEMASUL, é natural de Lago da Pedra, cidade que fica a 515 km de Imperatriz. Ela ingressou na universidade em 2014, e este ano foi aprovada para uma especialização em Clínica e Cirurgia de grandes animais na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. Andrezza nos conta sobre a transformação que passou por meio dos conhecimentos adquiridos na graduação.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

A trajetória durante o período de graduação foi muito árdua. É sempre um caminho cheio de desafios, mas, com muito estudo e com a ajuda da universidade, dos professores que sempre estão disponíveis, fica bem mais fácil de chegar ao fim. É preciso estudar muito e se dedicar sempre, e parar com a mania de colocar a culpa na instituição, porque quem quer consegue, e é isso, é só estudar, foco e dedicação. É importante manter interação com todas as possibilidades que a instituição oferece, como realizar projetos de extensão, pois isso conta muito no futuro.

O que mudou na sua vida ao entrar no ensino superior?

O conhecimento traz amadurecimento e maturidade. Mudamos alguns pontos de vistas que nos dão a possibilidade de realizar vários projetos. Então, sem dúvida foi a melhor escolha que fiz para a minha vida. Levo da UEMASUL todo o conhecimento adquirido por meio dos projetos de extensão. Viajamos para apresentar em outros estados, isso agrega muito ao currículo. Ultimamente a universidade tem investido em vários equipamentos para a gente fazer estudos de extensão, projetos, e isso é muito bom.

“Eu sei que sempre vai surgir aquele pensamento de desistir, mas temos que ser persistentes e ter um foco, um objetivo”, destaca o novo biólogo Joelson Gomes de Oliveira

Graduado em Biologia pela UEMASUL, Joelson Gomes de Oliveira, 23 anos é natural de João Lisboa, cidade a 12 km de Imperatriz. Joelson ingressou na Universidade em 2014, e vai partir para o mestrado em Agricultura e Ambiente pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em Balsas. Joelson fala entre outras coisas, sobre a importância da iniciação científica no processo seletivo para o mestrado

– Qual a sensação de sair de uma escola pública para o ensino superior? E o que mudou na sua vida?

Sempre foi uma luta para me adaptar, porque quando você vem da escola pública, há uma grande diferença, porque na escola pública o ensino vem se adaptando, mudando, e foi difícil no início, mas, no decorrer do tempo eu fui melhorando. O ensino superior mudou bastante minha forma de pensar. Você vê a diferença, a família vê a diferença, você fica mais intelectual.

– E como foi a sua trajetória na UEMASUL?

Foi boa.  Logo no primeiro período, o professor Fábio me convidou para ser bolsista. Fui para o laboratório de Biotecnologia Ambiental,  fiquei lá até o final da graduação, e aprendi muita coisa. Consegui uma bolsa de iniciação científica, depois uma vaga no estágio, onde também fiquei até o final da graduação. Sempre quis conciliar a biologia com essa parte administrativa, e foi muito gratificante participar dos projetos sociais. Em 2018 fiz a inscrição para a prova de mestrado em Agricultura e Ambiente em Balsas e consegui passar. O que teve mais peso foi a iniciação científica, porque, quando você entra, você se destaca. Já fica aí uma dica, a partir do momento que você entra na graduação, procure um projeto de iniciação científica, porque contribui muito na hora de fazer uma prova de mestrado, entre outras coisas.

– O que você deseja alcançar após o mestrado?

Sempre se quer alcançar coisas maiores, e assim que eu conseguir meu título de mestre, quero entrar no doutorado, sem pausa, assim como eu fiz da graduação para o mestrado, quero fazer direto para o doutorado.

 

“Precisa ter dedicação, correr atrás daquilo que almeja e sempre estudar. Não deixar nada para depois e focar no agora”, enfatiza Mickaelle Alves Lima, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL

Mickaelle Alves Sousa Lima, de 22 anos, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL, é natural de imperatriz e uma dos seis graduados que colaram grau no mês de janeiro.

A engenheira, que ingressou na universidade em 2014, foi aprovada no Mestrado em Fisiologia Vegetal, na subárea de Matéria Orgânica e Biologia do Solo, pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em entrevista, Mickaelle falou de sua dedicação aos estudos e da importância em aproveitar as oportunidades que a universidade ofereceu durante o período de graduação.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

No começo, não pretendia fazer o curso de Engenharia Agronômica, caí de paraquedas ou por pura sorte. Minha vida acadêmica começou a partir do terceiro período, quando comecei a estagiar no Centro de Difusão Tecnológico de Imperatriz (CDT), que desenvolve a agricultura aqui na cidade. Foi quando tive o primeiro contato com a área agronômica. Outra coisa que gostei bastante foi a iniciação científica, pude conhecer melhor os trabalhos e produzir artigos. Tive as experiências em participar de congressos e feiras, tanto nacionais como internacionais, além do contato com laboratórios e equipamentos para a realização de pesquisas.

O que mudou na sua vida durante o ensino superior?

Praticamente tudo. Eu era mais independente antes, trabalhava e tive que largar tudo para me dedicar integralmente à universidade. Mudou a minha rotina, também da comunicação, por estar com outras pessoas, ter que dividir e me dedicar mais aos estudos, esse espírito de coletividade mesmo.  Agora, vou fazer o mestrado na área de Fisiologia Vegetal, na subárea de Matéria Orgânica e Biologia do Solo na UENF, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. Além de conhecimento, desejo me especializar. Depois fazer doutorado ou concurso na minha área.

– Quais dicas você dá para quem está começando o ensino superior na UEMASUL?

É preciso ter dedicação, correr atrás daquilo que almeja e estudar muito. Não deixar nada para depois e focar no agora. Sempre buscar conhecimento e inovação dentro da universidade, principalmente, para quem quer fazer um mestrado. Além disso, buscar ajuda dos professores em projetos e trabalhos.

 

“Quem sai de uma graduação e fala que não mudou nada em sua vida, acho que não fez a graduação direito”, relata o novo Engenheiro Agrônomo Rafael Guimarães

Engenheiro agrônomo pela UEMASUL, Rafael Guimarães Silva Moraes, tem 22 anos e nasceu em Açailândia, cidade a 68 km de Imperatriz. Ele ingressou na universidade em 2014, e agora foi aprovado no mestrado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em entrevista, Rafael falou sobre sua trajetória na UEMASUL, e como a iniciação científica o ajudou na conquista do mestrado.

– Como foi sua trajetória na UEMASUL?

Foi uma trajetória difícil. Tive que me mudar de Açailândia para Imperatriz, e outra dificuldade foi em relação às disciplinas. Quando você finaliza tudo e vê toda a sua trajetória, é gratificante ver que sou um vencedor. E agora, saindo de Imperatriz vou para Campo do Goytacazes, no Rio de Janeiro, então é uma nova etapa. Quem sai de uma graduação e fala que não mudou nada em sua vida, acho que não fez a graduação direito. Primeiro, as oportunidades que tive foram de iniciação científica relacionada a solos com o Prof. Wilson Araújo da Silva, minha referência na UEMASUL. Também fui monitor de física do solo, por meio dela recebi bolsa-auxílio e tudo isso foi me ajudando nessa trajetória na UEMASUL.

O que pretende com a conclusão do mestrado?

Além do mestrado, depois que eu concluir, ainda há uma incerteza. Quero muito fazer concursos, sei que não está fácil, não sei se vou continuar para o doutorado ou vou adquirir experiência porque também quero ser concursado para lecionar no ensino superior. Ou ingressar para o doutorado ou passar em um concurso com o mestrado, que é difícil, mas, não impossível.

– Quais dicas você dá para quem está começando curso superior?

Se apegar às oportunidades. Comecei a iniciação científica só no quinto período, me arrependo muito de não ter corrido atrás e não ter iniciado no terceiro período logo. Oportunidades de iniciação cientifica, monitoria, bolsa-permanência, tudo isso. Ficar em uma universidade sem buscar isso, é para quem só quer ter a graduação. Senão fosse a iniciação científica, eu não teria ingressado no mestrado.

 

“Agarre toda oportunidade que tiver, desde o primeiro período. Se você tiver essa oportunidade logo no início, não espere para depois”, destaca Maria Ivanessa Duarte Ribeiro

Maria Ivanessa Duarte Ribeiro, de 22 anos, Engenheira Agrônoma pela UEMASUL, é uma dos seis graduados que tiveram Colação de grau especial. Natural da cidade de Amarante, cidade a 110 km de Imperatriz, Maria Ivanessa é mestranda em Produção Vegetal na área de pesquisa de Mecanização Agrícola pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), na Cidade de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Em entrevista, Maria Ivanessa destaca o apoio de amigos, professores e familiares em sua trajetória em Imperatriz, da importância de se empenhar na pesquisa e de como pretende se qualificar e retornar para ser professora da UEMASUL.

Como foi sua história na UEMASUL?

Enfrentei muitos obstáculos, principalmente quando se tratava das disciplinas de cálculo, porque não tive um embasamento na educação que desse um suporte na universidade. Apesar dessas dificuldades, corri atrás, batalhei, tive amigos que me ajudaram a superar dificuldades, a enfrentar. Se hoje estou conquistando isso, devo muito aos meus amigos que me ajudaram, porque apesar de estar estudando, você precisa do auxílio de alguém. Tive muitas vitórias também, consegui bolsa, premiação em conjunto com o laboratório que sempre fui colaboradora. Devo muito também a Prof.ª Anatércia Ferreira Alves, que foi quem me concedeu a bolsa, quem me orientou durante um tempo da graduação, ao Prof. Wilson que sempre estendeu a mão, à Prof.ª Cristiane,  que me deram suporte para a aquisição dessa conquista.

– O que mudou na sua vida durante o ensino superior?

Praticamente tudo. Foram mudanças constantes. Saí do interior e fui para a cidade de Sítio Novo, lá passei boa parte da minha vida estudando, e de Sítio Novo vim morar em Imperatriz por causa da graduação. É difícil quando você não tem o pai e a mãe na mesma casa te dando todo o suporte, são muitas noites mal dormidas por causa do estudo, alimentação. A vida muda por completo. Decidi tentar o mestrado depois dos projetos que participei. Não só o projeto em que fui bolsista, mas, os que fui colaboradora. Eles me impulsionaram muito até ter essa certeza de que queria de fato seguir na pesquisa. Então, passei no mestrado de Produção Vegetal, na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, na UENF, na área de pesquisa de Mecanização Agrícola.

– Quais as expectativas em torno do mestrado?

Adquirir conhecimentos, uma bagagem para no futuro vir a somar com a educação da UEMASUL. É uma possibilidade e uma vontade. Também após o mestrado pretendo ingressar no doutorado. Para os novos universitários posso dizer que existem inúmeras possibilidades e oportunidades que a universidade oferece. Há uma carência de bolsistas que trabalhem com pesquisa e com a instituição, então, agarre toda oportunidade que tiver, desde o primeiro período. Se você tiver essa oportunidade logo no início, não espere para depois. Surgiu a oportunidade? Agarre com todas as forças e batalhe por ela.

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