UEMASUL realiza reunião sobre Licenciatura Intercultural Indígena

A Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), recebeu na última semana, os coordenadores de Licenciaturas Interculturais Indígenas da Universidade Federal do Goiás (UFG) e da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), para socializar as experiências do processo de construção, implantação e também do cotidiano da graduação.

No Maranhão vivem cerca de 34 mil indígenas, de 11 etnias, e aproximadamente 16 mil estão matriculados em escolas da rede estadual. Dos 1030 professores nas escolas das aldeias, apenas 482 são indígenas. As licenciaturas interculturais têm o objetivo de oferecer formação para os docentes indígenas, para que o processo de escolarização seja coordenado integralmente por eles, promovendo uma autonomia político-pedagógica, uma forma de cumprir com os direitos e a legislação específica para a educação indígena, valorizando a língua, a cultura e os conhecimentos dos povos.

A UFG oferece, desde 2007, um curso de Licenciatura Intercultural pelo Núcleo Tekinahaky, que recebe povos indígenas de todo o país para a formação de docentes das escolas das aldeias. “A UEMASUL acertou em fazer essa reunião para trocar experiências, discutir, expor os desafios. É importante para a construção do curso, pois tem que ser feita com muita calma, sabedoria. Esse momento vai influenciar todo o projeto do curso no futuro”, declara o professor Arthur Ângelo Bispo, da UFG.

A formação dos professores é essencial para que os indígenas possam ingressar em cursos técnicos e superiores. O professor com o domínio da língua materna facilita o aprendizado das disciplinas específicas, cobradas nos vestibulares. “Imagine como seria difícil para nós aprender biologia, matemática, química ou física em alemão. É assim que acontece com os alunos indígenas, que têm a sua língua materna falada diariamente, e precisam aprender esses assuntos em português”, acrescenta a professora Marivânia Leonor Souza Furtado, coordenadora da Licenciatura Intercultural da UEMA.

“Esse momento de troca de vivências é essencial para podermos desenvolver um programa intercultural no futuro, para contribuirmos com os povos indígenas da Região Tocantina, para uma educação indígena que atenda a necessidade dos alunos das aldeias e eles possam ocupar cada vez mais espaços”, declarou a professora Ilma Maria de Oliveira Silva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *