“Com a UEMASUL, tivemos mais oportunidades”, diz primeiro acadêmico aprovado em estágio internacional.

Jonas Juliermerson Silva Otaviano, 25 anos, estudante da UEMASUL, natural de Itinga do Maranhão, cidade a 125 km de Imperatriz, será um “Cidadão do Mundo” em 2019. Jonas é o primeiro discente da UEMASUL a participar do programa do governo do estado que oferece bolsas de intercâmbio internacional para jovens, nas linhas de Intercâmbio Linguístico, Estágio Internacional e Ensino Médio no Exterior.

Jonas foi selecionado para o Estágio Internacional com um projeto sobre fitorremediação com espécies do cerrado, um processo que utiliza plantas para descontaminação de áreas poluídas por dejetos de minério. A proposta foi   contemplada pelo edital de intercâmbio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

O futuro engenheiro florestal ingressou na universidade em 2013, sempre interessado em pesquisar, criar e participar um dia, de um intercâmbio. Em entrevista, Jonas falou como tudo começou, sobre o projeto de fitorremediação e da sua grande expectativa em ser recebido na Universidade de Aveiro, em Portugal.

– Como foi a sua trajetória na pesquisa dentro da UEMASUL?

Acredito que começou quando me apresentaram ao orientador, o professor Jorge Diniz, que já tinha um grupo de pesquisa, e uma amiga minha conversou com ele sobre o meu interesse. Ele apostou em mim, mesmo sendo calouro, sem ter nenhuma visão de quão ampla era a universidade, e a pesquisa. Entrei no grupo no início de novembro (de 2013) e no final do mês, já era bolsista voluntário. Logo em seguida submetemos outro projeto, e nesse já fui bolsista remunerado, e, a partir daí fui bolsista do BATI, do PIBIC/UEMA e do PIBEXT, esse último com um projeto de divulgação da educação ambiental, com alunos de escolas municipais.

– Nos conte um pouco sobre o seu projeto aprovado no edital de Estágio Internacional da FAPEMA.

O projeto sobre a fitorremediação é um processo que utiliza plantas para descontaminação ambiental e fruto de um trabalho coletivo, do professor, dos colegas que fazem parte do grupo de pesquisa e ajudaram, da Carol, que ficou cuidando das mudas enquanto eu fazia estágio na EMBRAPA. O que eu vou levar para a universidade de Aveiro é um projeto sobre a fitorremediação utilizando espécies do cerrado: uma nativa e outra exótica, mas que não é só meu, e sim de todo o grupo.

– Como foi a escolha da universidade do intercâmbio?

A cidade de Aveiro foi a melhor opção pra mim, não só pela língua, mas, por toda a pesquisa em fitorremediação que a universidade desenvolve, além de contar com o professor Luís Novo, que é referência no tema, com pesquisas inclusive no Brasil, e será meu supervisor no intercâmbio. A universidade de Aveiro têm mais de 20 anos de experiência na área, e muitos projetos financiados por grandes organizações, como a União Europeia, a Organização das Nações Unidas, e acordos de cooperação com diversos países. Acredito que a experiência será excelente.

– Quais dicas você dá para quem quer tentar esse intercâmbio?

O primeiro passo é ler bem o edital e tentar escrever o projeto o mais ajustado possível com o que está sendo exigido. No meu caso, tive muita ajuda do meu orientador em todo o processo, menos no momento de escolher a universidade, isso ele deixou nas minhas mãos. Quando escolhi, entrei em contato com o professor que eu gostaria de ter como supervisor, já que precisa de uma carta de anuência da universidade estrangeira e do professor, e ele me enviou todos os documentos necessários. Eu acreditava muito no potencial do projeto, que estava bem escrito e tinha grandes chances de ser aprovado.

– Você acredita que a criação da UEMASUL foi um fator decisivo para ter acesso a essa oportunidade?

Depois da transição para a UEMASUL, percebemos um cuidado maior do Governo do Estado com a gente, em divulgar estas oportunidades.  São editais variados que oferecem bolsas e auxílios, nacionais e internacionais. Às vezes o aluno tem potencial, mas perde a chance por não ficar sabendo. Também tivemos um aumento na oferta das bolsas de pesquisa e extensão, que ajuda a manter o aluno envolvido com os projetos, participando de congressos, que é outra coisa importante para um universitário. Por enquanto eu sou o primeiro a ir para um estágio internacional, mas, tenho certeza que não serei o último.

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