Reitoria mantém diálogo com movimento estudantil e atende reivindicações históricas

A luta pela criação da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão foi travada por vários segmentos da sociedade, entre eles estavam professores, estudantes, sindicatos e movimentos sociais. Neste sentido, a participação do movimento estudantil, com suas entidades e coletivos, foi fundamental para que essa conquista se tornasse real.

Hoje na UEMASUL, o protagonismo do movimento estudantil é uma diretriz da administração superior, que mantém diálogo constante com representações e coletivos estudantis. “Estamos promovendo reuniões sistemáticas desde o início do ano com os representantes dos discentes. Várias demandas históricas foram apresentadas em uma carta ao governador Flávio Dino, e em nossa última reunião com o movimento estudantil pudemos avaliar a evolução de nossa instituição no atendimento a estas reivindicações”, declarou Expedito Barroso, vice-reitor da UEMASUL.

A carta mencionada pelo vice-reitor foi entregue ao governador ainda em 2016, na oportunidade da assinatura da lei que criou a UEMASUL em Imperatriz. Dentre as reinvindicações estão: o aumento de pelo menos 20% de bolsas de pesquisa e extensão; criação de uma ouvidoria; reforma das instalações elétricas, hidráulicas e adequação do prédio as normas de acessibilidade. “Nós sabemos que as reivindicações são muitas e na medida do possível estão sendo atendidas”, afirmou Ray Miranda, representante do Centro Acadêmico de Ciências Biológicas.

Segundo a reitora Elizabeth Nunes Fernandes, algumas reivindicações são da ossada da instituição e devem ser atendidas em curto, médio ou longo prazo. Outras reivindicações dependem da articulação da universidade com outros órgãos. “Já garantimos 80 bolsas de iniciação científica para nossa universidade este ano, tendo um aumento de mais de 100% no número de bolsas ofertadas em relação ao ano passado, quando erámos CESI/UEMA. A adequação do prédio está a pleno vapor e em nossa estrutura administrativa, está criada a Ouvidoria, que certamente melhorará ainda mais no nosso diálogo com a comunidade acadêmica”, explicou a reitora.

A carta também traz pontos relacionados as estruturas curriculares dos cursos, criação de novos cursos, a criação de laboratórios, criação de espaços para atividades culturais e desportivas, entre outros. “Neste primeiro ano temos que planejar a UEMASUL para os próximos 5 anos. Iniciamos a construção do texto base do Plano de Desenvolvimento Institucional, que é o documento que guiará no crescimento e consolidação da instituição. E os estudantes são parte fundamental nesse processo”, finalizou Elizabeth.

Para Lucas Guimarães, acadêmico do curso de Administração e militante do movimento RUA, a criação da UEMASUL também representa o empoderamento do povo. “O distanciamento geográfico, político e institucional da Universidade centralizada em São Luís sempre foram nossos desafios de luta no movimento estudantil dentro da UEMA/CESI. Com a reitoria instalada dentro da própria instituição possibilitou que os diálogos de as nossas demandas estudantil se concretizasse, e que os estudantes participassem desse processo de transição”, afirmou.

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